© Depositphotos.com / petrograd99 O medo é uma emoção natural e que ajuda a proteger o indivíduo de perigos reais.

O medo é uma emoção comum e que é sentida por todas as pessoas, em diferentes momentos da vida. A Inteligência Emocional considera que existem dois tipos de medo: os medos reais, que nos protegem dos perigos, e os medos irreais — que são criados pela mente e impedem que o indivíduo explore todo seu potencial.

O medo surge de um estado de ansiedade e, quando se manifesta, o organismo se prepara para uma possível reação. Há a liberação de determinados hormônios, que causam aceleração dos batimentos cardíacos, ressecamento dos lábios e contrações musculares involuntárias.

A origem do medo

Em seu livro E-Moções — A Inteligência Emocional na Prática, Rodrigo Fonseca (fundador da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional — SBie) afirma que o primeiro medo sentido por um ser humano ocorre quando a pessoa ainda está na barriga da mãe.

“Um dos mais fortes sentimentos do ser humano é o medo da rejeição. A possibilidade de não atender ou superar a expectativa das pessoas dispara o nosso maior medo: o de ser rejeitado ou criticado. Esse processo tem origem na gestação: é cientificamente comprovado que os sentimentos, pensamentos e emoções dos pais são transferidos para o bebê durante a gestação e, assim, muitos medos manifestados na fase adulta podem ter sido gerados ainda no útero materno”, afirma o especialista.

Além do medo da rejeição, todos os outros medos sentidos pela mãe durante a gravidez são passados para o bebê: o medo de não dar conta da responsabilidade, a preocupação com o próprio corpo e com a saúde do bebê, o medo de desestabilizar a relação com o marido, o medo da nova rotina e até o medo do parto. O bebê não tem capacidade de compreender os significados desses medos, e acaba registrando a emoção como se fosse dele.

Medos reais e medos emocionais

Medos reais

Os medos reais estão associados a situações que oferecem riscos reais — como o medo de se machucar ao saltar de paraquedas ou medo de ser demitido após expor suas opiniões pessoais na empresa.

Esses medos são agentes protetores, e não geram insegurança, pois não são capazes de interferir no sentimento de capacidade individual e são reais e concretos no risco oferecido. São esses medos que nos fazem pensar antes de agir, de tomar uma decisão ou de fazer uma escolha.

Medos emocionais

Os medos emocionais dizem respeito ao temor de passar por alguma situação que possa provocar prejuízos emocionais — como medo de fracassar, de se frustrar, de ser rejeitado, criticado ou abandonado.

Um exemplo de situação no qual o medo emocional atua pode ser encontrado em pessoas que se sentem insatisfeitas em seus relacionamentos amorosos, mas insistem nesta relação que já não traz felicidade simplesmente porque têm medo da solidão.

Os medos emocionais despertam insegurança, e geralmente estão relacionados a um sentimento de incapacidade, inferioridade e não merecimento. Este tipo de medo é capaz de paralisar a vida do indivíduo, que passa a perder oportunidades, desistir de sonhos e afastar pessoas importantes.

Processos terapêuticos e treinamentos de Inteligência Emocional são ferramentas que trabalham os medos de maneira profunda, conduzindo o indivíduo à superação de cada um deles e trazendo coragem para que ele realize seus maiores sonhos.

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