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© Depositphotos.com / Madhourses É muito comum que as crianças se apeguem a objetos específicos, que proporcionam suporte emocional para momentos quando a mãe está longe.

Um comportamento muito particular das crianças, especialmente as muito novas, é o apego ao chamado objeto de transição. Trata-se de um item — que pode ser um brinquedo, um cobertor, uma fralda de pano ou um ursinho de pelúcia — que a criança elege, se apega e carrega para todo lado.

Isso acontece porque as crianças fazem uma espécie de transposição entre o que sente e o objeto escolhido, atribuindo suas emoções ao item preferido. O pediatra e psicanalista inglês Donald Winnicott (1896-1971) foi o responsável por criar o termo objetos transicionais, já que eles proporcionam às crianças suporte emocional no momento que a mãe não está mais o tempo todo com o filho, como ocorre nos primeiros meses de vida.

Conhecido também como transicional, este objeto representa conforto para o pequeno, e a tendência é que o apego seja ainda maior em momentos de tristeza, angústia ou medo —sentimentos que afloram na ausência dos pais. A psicologia explica que, no primeiro ano de vida, a criança desenvolve essa dependência para aguentar a ausência materna. É como se o objeto cumprisse o papel da mãe quando ela não está por perto.

Geralmente o objeto transicional é requisitado na hora de dormir, e a criança não aceita que o item seja substituído ou até mesmo lavado. Isso porque o item também serve como um amigo com quem o pequeno exercita seu imaginário. À medida em que a criança vai se desenvolvendo e amadurecendo, a tendência é desapegar aos poucos do objeto, uma vez que ela passa a sentir que consegue expressar suas emoções sem precisar de uma ferramenta para servir como intermediário.

Curiosidades sobre os objetos de transição

  • Diminui a ansiedade infantil;
  • Marca uma fase importante do desenvolvimento psíquico;
  • Ajuda a desenvolver a criatividade, cognição e afetividade;
  • Não existe uma idade ideal para se desapegar do objeto, e isso geralmente ocorre de maneira gradual entre os 3 e 5 anos;
  • Nem todas as crianças têm esse apego: algumas não sentem essa necessidade de ter um objeto de transição, e isso não é motivo para preocupações;
  • Crianças que não apresentam apego emocional a objetos acabam descobrindo outras maneiras de se acalmar.

Quando é necessário ficar alerta?

Caso a criança deixe de participar de atividades, não queira interagir com os coleguinhas para brincar sozinha com o objeto, só realiza algo se estiver com o item ou se recuse a deixá-lo   quando já estiver mais velho, talvez seja melhor procurar ajuda antes que este apego exagerado se torne um problema. Incentivar o desenvolvimento da Inteligência Emocional da criança pode ser uma excelente opção.

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