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© Depositphotos.com / Tetiana_Svirska O estudo foi realizado com 16 pacientes que apresentavam um quadro de estresse pós-traumático

Um tema de doutorado em Neurociências e Comportamento desenvolvido pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, aponta sobre a importância de falar sobre dores emocionais e como essa prática é fundamental para superar traumas.

O psicólogo Julio Peres, conseguiu provar que o cérebro muda seu funcionamento a partir de uma conversa e o trabalho deve ser publicado na revista Journal of Psychological Medicine.

O estudo foi realizado com 16 pacientes que apresentavam um quadro de estresse pós-traumático. Essas pessoas passaram por 8 sessões de psicoterapia, onde eles relembraram sobre os momentos que provocaram os traumas. Depois desta etapa, as tomografias realizadas nessas pessoas mostraram que a atividade cerebral teve modificações após a narração.

Os pacientes mostraram uma atividade mais intensa na região do córtex pré-frontal – área responsável pela racionalização da experiência. Já a atividade da amígdala, que é a área relacionadas às emoções básicas (como o medo, por exemplo) foi menos intensa. Isso reforça ainda mais a tese que revisitar o trauma e falar sobre ele, ajuda a pessoa a refrear a memória que gera dor.

Revisitar situações traumáticas não é pior? Não!

Esse pensamento é muito comum, porém, lembrar da dor não é reviver a própria memória e sim falar sobre o acontecimento de fato. Quando narramos um episódio, por mais traumático que ele seja, é possível modificar a interpretação do indivíduo.

Quando uma pessoa passa por uma situação traumática, ela tende a se isolar e, ao não verbalizar suas dores, essa pessoa aumenta suas memórias de dor de forma fragmentada e confusa. É importante que o indivíduo fale sobre o evento e construa um significado para a situação. Assim, ela cria a possibilidade de reconstruir o episódio sob uma ótica mais racional que possibilita um aprendizado e alivia a dor.

Para o autor do estudo, os profissionais da saúde não dão a importância necessária para o tratamento e isso acontece pela falta de marcadores biológicos. Por esse motivo, o psicólogo resolveu desenvolver esse estudo e entender mais sobre a produção científica que usa a neuroimagem funcional aliada à psicoterapia. Esse é o primeiro estudo realizado no Brasil sobre o tema. E, apesar da neuroimagem existir há duas décadas, só 20 estudos foram feitos no mundo até hoje.

A Inteligência Emocional e a ressignificação de traumas

Alguns acontecimentos podem gerar consequências emocionais muito destrutivas e isso tem relação direta com a interpretação atribuída aos fatos. A Inteligência Emocional busca entender o sentido que cada indivíduo dá ao trauma.

Muitas pessoas seguem a vida com crenças emocionais limitantes porque estão presas a um trauma que foi reprimido. É fundamental atribuir novos significados a esses acontecimentos e, assim, impedir que eles prejudiquem sua vida e relacionamentos. Caso você sinta que chegou o momento de barrar crenças limitantes que impedem sua felicidade e realização, conheça o Método Lotus – um treinamento de imersão responsável por transformar milhares de vidas.

 

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