Síndrome do pânico tem cura?

Publicado em: 18/11/2015 Por: Equipe SBie
mulher com medo se escondendo

A síndrome do pânico, também conhecida como transtorno do pânico, atinge mais de 170 milhões de pessoas em todo o mundo, prejudicando severamente a qualidade de vida de quem sofre com o problema. Isso porque, a partir dessa doença, diversas outras podem surgir — como depressão e/ou a fobia social.

A síndrome do pânico é um distúrbio psicológico que leva uma pessoa a ter diversas crises de medo, pavor e angústia, sem um motivo real para desencadear a reação. As crises de pânico são caracterizadas por períodos de intensa ansiedade, que duram em média 10 minutos e começam de uma hora para outra. Durante a crise, a pessoa tem a sensação de que vai morrer, seu coração acelera, o corpo começa a suar frio e fica trêmulo.

Apesar da complexidade da doença, a síndrome do pânico tem cura quando é devidamente tratada com profissionais capacitados para cuidar tanto da parte neurológica quanto da psicológica.

Sintomas da síndrome do pânico

Um ataque de pânico acontece subitamente, em qualquer situação e momento do dia — seja durante uma reunião de trabalho, seja dirigindo, limpando a casa ou até mesmo dormindo. Durante a crise, uma ansiedade sem motivo começa a surgir em segundos, gerando uma série de outros sintomas que se tornam incontroláveis.

Veja abaixo os principais sintomas físicos e emocionais durante um ataque de pânico:

Sintomas físicos do ataque de pânico

  • Palpitação, ritmo cardíaco acelerado e taquicardia;
  • Sudorese e tremores;
  • Dificuldade para respirar, falta de ar e sensação de sufocamento;
  • Calafrios e náusea;
  • Dores no peito e desconforto;
  • Dor de cabeça, tontura e até desmaios.

Sintomas emocionais

  • Medo da morte iminente;
  • Ansiedade exagerada e descontrolada;
  • Medo de perder o controle;
  • Medo de uma tragédia iminente;
  • Sentimentos de desproteção e desamparo;
  • Sensação de estar fora da realidade.

Causas da síndrome do pânico

Embora não exista uma causa especifica para a doença, estudiosos elencaram um conjunto de fatores internos e externos que podem desencadear o desenvolvimento desse transtorno:

Fatores internos: pré-disposição genética, estresse, excesso de autocobrança, temperamento forte, falta de resiliência, desequilíbrio emocional;

Fatores externos: morte de alguém próximo, traumas como acidente, assalto, mudanças radicais na vida ou histórico de abuso sexual e outros traumas de infância.

Neurologicamente falando, o transtorno do pânico é causado pelo desequilíbrio dos neurotransmissores — em alguns momentos, uma falha na comunicação entre as células transmite a informação de que você precisa se proteger e reagir a uma situação de risco que, na verdade, não existe.

Sob o ponto de vista da Inteligência Emocional, o principal fator que desencadeia a síndrome do pânico é a relação afetiva materna, desde a gestação até o momento atual de vida. Pessoas que desenvolvem a síndrome carregam uma crença de desamparo e desproteção em relação à mãe – seja por algum trauma em que tenha passado medo ou abandono profundos, seja por alguma interpretação distorcida que foi dada pela criança.

Por exemplo, uma criança pode interpretar que seu pai ou mãe o abandonam cada vez que eles saem para trabalhar e demoram a chegar — e ela cresce com essa sensação de desproteção e desamparo. Até mesmo uma mãe que esteve muito ansiosa durante a gestação pode passar essa característica para seu filho, e esse excesso de ansiedade pode desencadear a síndrome do pânico.

Além disso, um assalto ou algum abuso que não tenha sido resolvido internamente pode desencadear a síndrome como forma de proteção. Nesse caso, a pessoa se priva de viver como forma de proteção.

Síndrome do pânico tem cura

A cura da síndrome do pânico está na descoberta e na ressignificação de suas causas. Na maioria dos casos, alguns medicamentos são necessários para agir no sistema nervoso central, equilibrando os neurotransmissores e diminuindo a ansiedade da pessoa.

Porém, o uso de medicamentos vai apenas aliviar os sintomas, sem tratar o real motivo que desencadeou a doença. Quando não olhamos para as questões psicológicas e emocionais, por mais camufladas que estejam, elas permanecem vivas dentro de nós, podendo se manifestar a qualquer momento.

Tratamentos psicoterapêuticos, como a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), são muito eficazes para curar a síndrome do pânico, já que ajudam o paciente a entender os ataques de forma racional e lidar com eles no momento em que acontecem. Assim, ele aprende a levar uma vida normal, sem ter medo que os problemas aconteçam.

Tratamentos com técnicas de Inteligência Emocional, que buscam na história de vida das pessoas os motivos e gatilhos que desencadearam a doença, têm se destacado como ferramentas para a cura da síndrome do pânico. De acordo com o histórico emocional e os conteúdos inconscientes do paciente, é possível atribuir novos significados a acontecimentos ou interpretações que trazem as crenças de desamparo e desproteção, ensinando o paciente a diferenciar o que realmente é uma situação de risco e o que é apenas um padrão que foi criado ao longo dos anos.

É muito importante, ainda, trabalhar questões da personalidade — como excesso de responsabilidade, autocobrança, autocrítica e perfeccionismo. Isso porque pessoas com essas características normalmente apresentam dificuldade para lidar com situações inesperadas, o que pode trazer um alto nível de estresse e ansiedade, desencadeando a crise.

No dia a dia, técnicas de meditação e respiração consciente são essenciais para controlar a ansiedade. A prática é o momento em que você foca toda a sua atenção no momento presente, expandindo a sua consciência e percebendo que tudo está bem, que não há nada a temer.

Se você quer acabar agora mesmo com essa doença que está paralisando a sua vida, ou conhece alguém que está precisando de ajuda, comece agora mesmo seu processo de autoconhecimento e cura. Nós estamos aqui para lhe ajudar. São centenas de casos que foram curados com a Inteligência Emocional, e você pode ser mais um, basta se permitir.

Imagem: © Depositphotos.com / atholpady

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