© Depositphotos.com/prettyvectors A dependência química nada mais é do que uma condição física e psicológica causada pelo consumo constante de substâncias psicoativas.

Desde que a dependência química do ator Fábio Assunção veio a tona nas mídias, seu nome virou um sinônimo para o uso de drogas e curtição inconsequente. Porém, até que ponto isso é uma brincadeira?

Recentemente, o cantor Gabriel Bartz e a banda Lá Furia lançaram uma música chamada “Fábio Assunção”, onde eles falam sobre passar a noite adoidado, encher a cara e, figurativamente, assumir a personalidade do ator.

A música, que promete se tornar o hit de carnaval de 2019, se tornou um meme muito popular que circula na internet, mas nunca se é falado sobre a gravidade da normalização e glamourização da dependência química.

Apesar de ser uma brincadeira, esse tipo de humor desmerece a luta diária do dependente químico. Visto isso, o ator, que nunca tinha se pronunciado a respeito das brincadeiras, utilizou suas redes sociais para se manifestar.

“Eu não endosso, de maneira nenhuma, essa glamourização ou zueira com esse sofrimento. Minha preocupação é com você que sente na pele a dor e a complexidade dessa doença. Minha vontade é que você sempre tenha um diálogo aberto, encontre um lugar de afeto com sua família, seus amigos e com a sociedade brasileira. E assim merecer respeito e direito a um tratamento digno.”, fala Fábio Assunção.

A dependência química nada mais é do que uma condição física e psicológica causada pelo consumo constante de substâncias psicoativas. Com a frequente utilização das drogas, o corpo se torna cada vez mais dependente da mesma, tendo como consequência sintomas que afetam todo o sistema nervoso.

Por conta disso, o ator entende a importância de usar a sua presença e alcance para mostrar a realidade por trás do uso das drogas. “15% das pessoas do mundo tem problemas de adicção,” continua. “É muita gente sofrendo por não conseguir controlar suas compulsões e eu acho importante lembrar a todos que isso não está escrito na certidão de nascimento. Todo mundo começa do mesmo jeito: achando que tudo bem, mas pode não terminar tudo bem.”

Como resposta à isso, Fábio Assunção, juntamente com os cantores, resolveram dar um propósito maior para essa brincadeira e poder ajudar quem realmente precisa de ajuda: 100% do valor arrecadado com a música será doado para instituições que cuidam e tratam de dependentes químicos.

No final de seu discurso, Assunção lembra que “não somos super heróis. Cuide de você, cuide de quem você ama, cuide dos seus amigos nas festas. Seja responsável. Lembrem que o Fabão aqui respeita a zueira, ama a brincadeira, mas quer vocês bem e vivos! Fortes, felizes e conscientes de seus atos e de suas vidas.”

A atitude do ator certamente não busca a “caretização” de uma zoeira qualquer: a glamourização da dependência química é real e olhar pra isso com respeito não significa sustentar um discurso antidrogas, mas sim atentar-se para um problema sério de saúde pública.

A dependência química e os fatores emocionais

Como se a dependência por si só não fosse um problema, pessoas que sofrem com isso também encaram uma barreira gigante por parte da sociedade: o preconceito. Existe um costume muito grande de desumanizar usuários de drogas, como se a adicção fosse o resultado de fraqueza e desvio de caráter.

Porém, existem muitos fatores que levam uma pessoa a desenvolver dependência química, como desequilíbrios emocionais, baixa autoestima, necessidade de ser aceito, insegurança, influências externas e aspectos da infância.

Isso se exemplifica quando observamos:

  • Pessoas que tiveram pais ausentes e que eram compensados com presentes, que crescem com a ideia de que coisas externas são capazes de suprir seu vazio emocional;
  • Pessoas cujos pais eram usuários de drogas ou álcool, e desenvolvem os mesmos padrões comportamentais;
  • Pessoas que não tiveram limites durante a infância – o que causa dificuldade para lidar com frustrações -, que crescem com o comportamento de buscar prazer a qualquer custo;
  • Crianças que foram rejeitadas, que acabam desenvolvendo vícios para se sentirem aceitas;
  • Pessoas que não conseguem lidar com suas emoções, e encontram nas drogas uma maneira de fugir do seu mundo interior.

Por isso, o primeiro passo para vencer a luta contra as drogas é cuidar do seu emocional, afinal, como o próprio ator disse, existe muita gente por aí que sofre por não conseguir controlar suas emoções e, consequentemente, suas compulsões.

A Inteligência Emocional no combate às drogas

Encarar e saber lidar com as próprias emoções é essencial na luta contra as drogas. Pessoas que não sabem o caminho que suas emoções percorrem e quais resultados elas geram no seu organismo geralmente são levadas pelo impulso do vício justamente por não conseguirem administrar esses sentimentos.

O uso de drogas serve para tapar buracos emocionais, e o indivíduo encontra nesse caminho uma forma de extravasar. A Inteligência Emocional te ajuda a entender quais são esses buracos emocionais e qual a sua relação com as drogas, tornando possível o entendimento de suas emoções e a consequente administração das mesmas.

Se você conhece alguém que passa por esse problema, ou se você mesmo sofre com isso, conheça o LOTUS: um treinamento que propõe o entendimento das causas que desencadearam os desequilíbrios emocionais e a dependência química — a ajuda para encontrar as ferramentas necessárias para se livrar do vício e viver de maneira mais saudável e feliz.

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