© Depositphotos.com / masha_tace Pessoas que cresceram em ambientes com muitas regras e sem liberdade tendem a apresentar comportamento passivo na vida adulta.

A psicologia define quatro principais estilos de comportamento: passivo, agressivo, passivo agressivo e assertivo. Todas as pessoas utilizam um pouco desses quatro comportamentos, mas sempre há um tipo que é predominante. Isso explica porque cada indivíduo reage de maneira diferente às mesmas situações.

Embora a psicologia considere a passividade uma virtude, o excesso dela pode trazer prejuízos à vida do indivíduo. Uma pessoa passiva demais, por exemplo, pode ter problemas para dizer não aos outros, se colocando sempre em último lugar.

O que é uma pessoa passiva?

Pessoas passivas são influenciadas pelas circunstâncias da vida, pelas outras pessoas, pela economia, pela política e pelos fatores externos. Por outro lado, são pessoas que vivem com mais leveza, pois são menos ansiosas e preocupadas. As principais características de uma pessoa passiva são:

  • Necessidade de agradar a todos;
  • Tendência a evitar conflitos a qualquer custo;
  • Dificuldade para tomar decisões;
  • Tendência a deixar as coisas para a última hora;
  • Hábito de procrastinar;
  • Executam pouco;
  • Dificuldade para assumir responsabilidades;
  • Dificuldade para lidar com críticas e com o lado negativo das situações;
  • Hábito de ficar sempre na zona de conforto;
  • Medo de se arriscar, perdendo diversas oportunidades;
  • Dificuldade para lidar com desafios e pressão;
  • Ausência de um projeto de vida definido;
  • Tendência a desenvolver alguma dependência emocional;
  • Tendência a autoflagelação como forma de se punir por se deixar em último lugar.

Necessidades emocionais da pessoa passiva

Um dos maiores desejos do ser humano é se sentir aceito, aprovado e amado. Cada pessoa desenvolve formas diferentes de obter essa aceitação e, em geral, a passividade é resultado de uma infância com educação rígida e sem liberdade.

Pessoas que cresceram ouvindo frases como “você precisa ser bonzinho e fazer tudo o que eu mandar” ou “se fizer o que estou pedindo vai ganhar um brinquedo” tendem a se tornar pessoas passivas, pois se adaptaram a fazer tudo de acordo com as regras, sem dar atenção às suas vontades individuais. Essas pessoas aprendem é somente fazendo tudo pelos outros que serão amados e aceitos.

Síndrome da Passividade

A psiquiatra americana Jacqui Lee Schiff acredita que um comportamento excessivamente passivo caracteriza um distúrbio psicológico chamado Síndrome da Passividade. Segundo a especialista, existem quatro tipos de comportamentos passivos que fazem parte da Síndrome, são eles:

  • Inércia: diante de um problema, a pessoa fica inerte, passiva e paralisada, não tomando nenhuma atitude para resolver a questão;
  • Superadaptação: o indivíduo é excessivamente obediente, submisso, servil e não luta por seus direitos porque tem medo de ser rejeitado ou repreendido. Esta pessoa também apresenta muita dificuldade para dizer não, pois tem uma grande necessidade de ser aprovado;
  • Agitação ou queixume: em vez de refletir a respeito da solução de um problema, a pessoa fica agitada, inquieta, nervosa, ansiosa e tenta culpar os outros por seus problemas. Este indivíduo costuma cultivar o vitimismo, sentindo-se injustiçado e tendo pena de si mesmo;
  • Incapacitação ou violência: diante de um problema, a pessoa reage se sentindo impotente, desmaiando ou apresentando doenças psicossomáticas. Ela também pode reagir com explosões de raiva, agredindo pessoas, xingando ou quebrando objetos.

Como resolver o excesso de passividade

Para corrigir o comportamento passivo, é preciso desenvolver um outro estilo de comportamento: o chamado comportamento assertivo.

Uma pessoa assertiva sabe se comunicar de forma segura e passar sua mensagem sem manipular os outros. Uma das principais características de uma pessoa com comportamento assertivo é a habilidade de dizer “sim’ quando esta for a resposta mais adequada, mas também ser capaz de dizer “não” sempre que necessário. A pessoa não tem a necessidade de agradar, ser aprovada e reconhecida por todos, pois reconhece seu potencial e sabe lidar com suas fraquezas e limitações sem se sentir inferior.

Para apresentar um comportamento assertivo, é preciso desenvolver sua Inteligência Emocional. Isso porque pessoas assertivas não deixam as emoções dominarem sua vida e, em momentos de desafio, sabem respirar fundo e avaliar a situação para decidir a melhor atitude a ser tomada.

Share on facebook
Share on google
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on twitter
Share on pinterest

Posts Relacionados

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15% do brasileiros – 30 milhões de pessoas – sofrem com a dor. Ou seja, precisamos realmente prestar atenção nos sintomas dessa condição e nas causas emocionais que podem influenciar seu surgimento.

Leia Mais ►

Pesquisar online uma reação física qualquer é algo fácil, até automático, certo? Porém, essa “curiosidade” tem limite e quando ele é ultrapassado, surge a hipocondria.

Leia Mais ►

A interação entre fatores genéticos, ambientais e psicológicos podem levar ao desenvolvimento dessa doença silenciosa. Porém, são os fatores psicológicos e emocionais que funcionam como um gatilho para o transtorno vir à tona.

Leia Mais ►

Inscreva-se para receber nossa newsletter