© Depositphotos.com/Furian O preconceito é algo que acompanha nossa sociedade durante muito tempo e está presente no inconsciente coletivo.

O BBB19 tem causado muita repercussão por parte dos internautas: a sister Paula Sperling é o triste retrato de um Brasil com preconceitos enrustidos e do racismo velado e embutido no inconsciente coletivo.

Desde que entrou na casa, a mineira vira e mexe viraliza nas redes sociais por causa de alguma fala racista, mas ela não é a única – alguns participantes como Gustavo, Hariany, Isabella, Tereza e Maycon também estiveram envolvidos em situações desagradáveis.

Esse é um problema que permeia a sociedade atual, e tem seu início no racismo estrutural, a violência não direta do Estado às pessoas negras. Como bem colocado pela jornalista Isabella Otto, “olhar para o lado no ambiente de trabalho ou na universidade e não enxergar nenhum negro é resultado do racismo estrutural que continua pregando que pessoas negras não são capazes e não devem ter lugar (principalmente de destaque) em uma esfera dominada por brancos.”

De acordo com relatório realizado pela ONG ActionAid em 2018, a porcentagem de negros que vivem na zona de pobreza e miséria dobrou no Brasil nos últimos cinco anos, e, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública, crimes provenientes do racismo cresceram 29% só na cidade de São Paulo.

O racismo na visão da Inteligência Emocional

Para Inteligência Emocional, toda forma de preconceito situa-se em duas questões principais: a incapacidade de lidar com as diferenças e a baixa autoestima. O preconceito se revela com maior frequência em pessoas rígidas demais e com dificuldade em entender e administrar as próprias emoções.

Quando partimos da premissa que só é possível aceitar o outro quando conseguimos nos aceitar, entendemos que a baixa autoestima e o racismo estão diretamente relacionados: na visão da Inteligência Emocional, a grande maioria das pessoas preconceituosas tenham feridas emocionais relacionadas à própria autoconfiança.

Ao não resolver questões internas, acabamos descontando nos outros as nossas próprias frustrações e isso pode ocasionar em verdadeiros desastres como os acontecimentos do reality brasileiro. Por esse motivo, é muito importante trabalhar questões emocionais para atribuir novos significados que trazem à tona reações deste tipo.

O preconceito é algo que acompanha nossa sociedade durante muito tempo e está presente no inconsciente coletivo. Em momentos de pressão e/ou nervosismo, todo esse conteúdo que está registrado no cérebro emocional pode ser disparado e a pessoa acaba falando o que não devia.

O que podemos aprender com os casos de racismo do BBB19?

É importante fazer uma reflexão para conseguir encontrar os nossos próprios preconceitos, para que assim consigamos desconstruí-los. Coloque num papel todos seus prejulgamentos, por mais inofensivos que eles pareçam para você, e tente racionalizá-los. Busque entender onde está a raiz deste padrão comportamental ou pensamento.

Entender as próprias emoções é a melhor maneira de se proteger do preconceito. A dificuldade em lidar com as diferenças mora na incapacidade de administrar as próprias emoções e sentimentos.

Pessoas emocionalmente inteligentes, por sua vez, não perdem tempo com posturas rígidas em relação à diversidades. Essa rigidez ocorre por conta de alguns fatores que servem como gatilhos para a dificuldade em aceitar qualquer tipo de dissemelhança.

Por meio da Inteligência Emocional é possível promover o conhecimento das emoções e compreensão da própria história de vida. A partir dessa consciência, é possível trabalhar e ressignificar cada trauma ou padrão de comportamento até que eles sejam dissolvidos.

Seja para superar os problemas emocionais causados pelo racismo ou então para se livrar dos próprios preconceitos e a dificuldade em aceitar diferentes cores de pele, a Inteligência Emocional pode te ajudar — conheça o Lotus, um treinamento que proporciona um mergulho profundo em suas emoções e que mudará a maneira como você lida com as suas relações e com você mesmo.

 

O racismo é crime e nós, da SBie, reprovamos não só as atitudes dos participantes da casa, mas toda e qualquer manifestação de preconceito.

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