O ser humano não é um robô. Parece óbvio, mas boa parte da ciência econômica ignora esse fato, partindo do pressuposto que somos agentes racionais que apenas calculam custos e benefícios. No mundo real, o marketing busca formas de persuadir pessoas com base em apelos emocionais, profissionais buscam truques para passarem uma boa impressão na entrevista de emprego e casais procuram se entender melhor para administrar seus relacionamentos. A habilidade de entender, interpretar e reagir às emoções dos outros é uma capacidade humana fundamental.

O conceito de inteligência emocional tornou-se popular academicamente a partir de um artigo publicado em 1990 pelos pesquisadores Peter Salovey e John D. Mayer — embora eles não tenham sido os primeiros a usar o termo. Estourou de vez entre o grande público com o livro Inteligência Emocional, do psicólogo americano Daniel Goleman, publicado no Brasil em 1996. Em 1997, os mesmos Salovey e Mayer refinaram o conceito apresentado anos antes e propuseram quatro ramos da inteligência emocional.

Ficou curioso para saber quais são esses fundamentos da inteligência emocional? Então confira agora mesmo nosso post:


Fonte: SlideShare Rodrigo Fonseca

Percebendo emoções

É o fundamento mais primário da inteligência emocional: a precisão com que uma pessoa identifica emoções e conteúdo emocional. Um bebê já aprende a distinguir as expressões faciais dos pais e a responder a elas. Com o tempo, a criança identifica melhor suas sensações musculares, corporais e o ambiente externo. Também faz parte de seu desenvolvimento usar a imaginação para atribuir sentimentos a objetos inanimados — como um bicho de pelúcia, por exemplo.

Essa parte da inteligência permite que se avalie emoções onde quer que elas se expressem, não apenas em outras pessoas, mas também na arquitetura, na arte e assim por diante. Um dos exemplos citados pelos autores é a tela O Grito (1893), de Munch. Apesar de o retrato ser cartunesco, escrevem eles, pode-se reconhecer ali a sensação de ansiedade e sabe-se da adequação do mundo dissolvido em torno do personagem. Indivíduos com essa capacidade da inteligência emocional conseguem distinguir entre expressões honestas e desonestas de sentimentos — sabem quando um sorriso é amarelo ou quando as lágrimas são de crocodilo, por exemplo.

Raciocinando por meio das emoções

O segundo ramo da inteligência emocional consiste em facilitar o pensamento racional por meio das emoções. É quando as emoções nos direcionam para ações ou mudanças importantes. Um exemplo? Uma criança assiste TV e se preocupa com o dever de casa. A professora se preocupa com a aula do dia seguinte. Com o pensamento mais desenvolvido, a professora se dedica a fazer sua tarefa antes que a preocupação se sobreponha ao prazer. Desenvolver essa área da inteligência pode significar maior produtividade e muito menos estresse, à medida em que se aprende a usar as emoções para focar no que é realmente importante.

Entendendo e analisando emoções

Entender é mais sofisticado que identificar. Faz parte desse ramo compreender que existe uma conexão entre perda e tristeza, raiva e injustiça, medo e ameaça, e assim por diante. Também é tarefa desse fundamento diferenciar raiva de irritação e saber que nem todas as manifestações são iguais. Seu chefe pode estar com raiva por estar insatisfeito com seu trabalho, por ter levado uma multa ou por ter brigado com mulher. Todas são reações de raiva, mas uma é diferente da outra.

Gerenciando emoções

É o mais alto ramo da inteligência emocional. Aprende-se a separar emoção de comportamento — sente-se raiva, mas não se xinga ou briga, por exemplo. Com o tempo, desenvolve-se a habilidade de pensar sobre o que se sente e há um crescimento com a experiência. Por exemplo: uma pessoa que costumava sentir vergonha de falar em público ou de mostrar o corpo na praia que, hoje, faz ambas as coisas com prazer, ou alguém que tinha medo de piscina e resolve aprende a nadar.

E então? Em qual dessas 4 habilidades você tiraria nota 10 e qual você pode melhorar? Compartilhe conosco suas experiências e emoções. Comente aqui e participe da conversa!

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