Como a psicologia explica o consumo exagerado das pessoas

Publicado em: 19/07/2016 Por: Equipe SBie

©depositphotos. com/gpointstudio Algumas vezes, o consumo exagerado pode se tornar uma doença, uma espécie de vício.

 

É natural do ser humano buscar o prazer e fugir da dor. Inconscientemente, ele encontra nesse mecanismo uma forma de ser feliz: ter o máximo de prazer e o mínimo de dor possível. E isso é o que os meios de comunicação vendem ao divulgar um produto ou serviço: a famosa família Doriana – você compra o produto e sente prazer, anulando, automaticamente, a dor.

Isso explica porque vivemos em uma sociedade cada vez mais consumista, em que o consumo exagerado é mais uma forma para encontrarmos a felicidade. A falta de controle emocional, que deixa as nossas emoções e sentimentos dominarem as nossas vidas, também é um fator que leva ao consumo exagerado: as pessoas buscam suprir o seu vazio emocional “comprando a felicidade”.

Qual o limite entre o comprar e o consumo exagerado

Na maioria das vezes, você compra coisas por necessidade, porque não consegue resistir a uma promoção ou porque não sabe dizer não a um objeto de desejo? Você consegue encontrar prazer em outras coisas da mesma forma que encontra quando compra algo?

Muitas pessoas não sabem, mas, em alguns casos, o consumo exagerado pode se tornar uma doença, uma espécie de vício: a pessoa consumista só consegue obter prazer ou se sentir bem ao comprar coisas, mesmo que não tenha condições ou utilidade. Compram produtos de forma exagerada, sem ter a necessidade destes, e que muitas vezes nem serão utilizados.

O descontrole e a falta de consciência fazem com que a pessoa seja levada pelo impulso da compra e o desejo de suprir suas necessidades, que na maioria das vezes, nem ela mesmo sabe quais são. O limite que separa o consumo exagerado de uma mera extravagancia é o prejuízo que este comportamento causa na vida da pessoa.

Características que marcam o consumo exagerado as pessoas

– Compra coisas sem necessidade ou utilidade;

– Não resiste ao impulso quando quer algo;

– Prejudica-se financeiramente pela falta de controle emocional;

– Compra coisas que não usa – dá embora ou o objeto se torna um obstáculo;

– Se sente culpado, mas não assume e encontra argumentos para justificar a compra;

– Prejudica os planos pessoais ou das pessoas ao redor;

– Sente-se realizado mesmo quando a compra não for sua;

– Gasta mais do que ganha e compra mesmo que não tenha o valor;

– Fica inquieto enquanto não compra o que quer;

– Compra quando está triste, com raiva, medo ou ansioso;

– Só se sente feliz quando compra;

– Sente alivio imediato e momentâneo no momento da compra;

Os ganhos secundários e emocionais do consumo exagerado

Tudo o que fazemos por escolha traz um ganho secundário e o consumo exagerado nada mais é do que um mecanismo de proteção do ser humano. Muitos são os motivos que levam uma pessoa a comprar: a necessidade, o desequilíbrio emocional, a diversão, a necessidade de ser aceito, a baixa autoestima, a insegurança, o status, a indução do comércio, a necessidade de pertencer.

Ter consciência dos ganhos que existem por trás do seu consumismo exagerado é fundamental para se livrar desse hábito, que além de causar impactos ambientais, pode levar você ao caos financeiro – se já não for o seu caso.

Antes de sair comprando, identifique o motivo da sua compra: você está comprando algo que realmente será útil ou para suprir as suas necessidades emocionais, com a falsa propaganda de que será feliz ou será aceito e amado ao comprar aquele produto ou serviço? Reflita se está comprando algo que está dento do seu orçamento ou se está se endividando apenas para ter status diante da sociedade.

Desenvolva sua Inteligência Emocional

Você aprende a controlar o consumo exagerado quando aprender a lidar com suas emoções. A Inteligência Emocional ela pode ser uma excelente aliada para quem quer vencer qualquer tipo de descontrole, justamente porque treina as emoções e a forma como elas afetam sua vida. Conheça o Método LOTUS, um treinamento de Inteligência Emocional que propõe o entendimento da raiz dos problemas que levaram ao desenvolvimento das doenças e dos desequilíbrios emocionais.

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