Megalomania: como identificar os sintomas?

Publicado em: 15/05/2019 Por: Redação SBie

© Depositphotos.com/macrovector Você conhece alguém que tenha a convicção de que tudo o que ele diz, pensa ou faz é ótimo?

A megalomania é uma condição psicopatológica caracterizada por fantasias delirantes de poder, relevância ou omnipotência e autoestima desproporcional. É aquele tipo de pessoa que despreza os outros por se considerar superior a eles, devido a uma egolatria superdimensionada.

De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM — V), a megalomania é uma sintomatologia, ou seja, uma condição incluída no transtorno de personalidade narcisista.

Embora seja comum encontrar pessoas orgulhosas de si mesmas, que tenham uma visão otimista de suas habilidades e que acreditem que são capazes de tudo, não é tão fácil saber se elas são megalomaníacas ou não. Em um megalomaníaco, essa autopercepção elevada normalmente é acompanhada por uma rejeição e até um certo desprezo por todos que o cercam, por considerá-los inferiores.

Megalomania na história

Personalidades históricas apresentam características megalomaníacas e narcisistas, como Napoleão, Hitler, Stalin ou Mao Tsé-Tung. Foram esses traços que os impulsionaram para seus altos objetivos, como conquistar o mundo.

Todos acreditavam ser os únicos capazes de salvar seus países, conquistar novos territórios e engrandecer sua pátria. Se viam como salvadores fundamentais e indispensáveis, buscando constantemente a ampliação de seu poder.

Megalomaníacos tem o desejo de permanecer como os únicos agentes de grandes conquistas, alimentando uma crença de poder absoluto. Isso acontece porque essas pessoas acreditam que são capazes de alcançar o inalcançável. Como foi mostrado ao longo da história, eles acabam se tornando governantes altamente perigosos, capazes de cometer as ações mais imprudentes.

O perfil da megalomania

De maneira resumida, um megalomaníaco tem uma visão desproporcional de si mesmo e almeja pela valorização dos outros (que, para ele, significa conquistar posições de poder e relevância).

Apesar de se mostrarem muito autoconfiantes, é possível observar um padrão de comportamento de pessoas carentes e com um inesperado sentimento de inferioridade ou vazio social.

Em geral, trata-se de um indivíduo de caráter extravagante e, ao mesmo tempo, indeciso. Às vezes pode ser agressivo, principalmente quando é contestado. A pessoa que sofre deste distúrbio utiliza estratégias de manipulação para se impor perante os outros.

Suas relações sociais são normalmente difíceis, mas, ao mesmo tempo, seu carisma faz com que os outros se sentam atraídos por ela.

Essas pessoas se consideram capazes daquilo que os outros não podem fazer. Por conta desse excesso de responsabilidade, elas tendem também — de forma menos explícita — a se culpar pelas consequências dos atos e atitudes dos outros.

A Inteligência Emocional e a megalomania

Um megalomaníaco se recusa a reconhecer que, dentro dele, mora uma pessoa com medo. Por isso, ele usa a agressão verbal e a imposição de sua falsa onipotência como mecanismos de defesa. Por trás dessa máscara se esconde uma pessoa cheia de insegurança e que se sente incapaz, mas que luta para não se mostrar vulnerável perante os outros.

Ao exagerar suas habilidades e dramatizar suas realizações, o megalomaníaco manifesta, sem pretender, sinais de uma baixa autoestima e da falta de capacidade para enfrentar as frustrações.

Desenvolver sua Inteligência Emocional é fundamental para criar consciência sobre como cada emoção e comportamento interfere nas relações e no cotidiano. O primeiro passo é desenvolver o autoconhecimento, identificar os padrões de comportamento e os próprios mecanismos de proteção.

Ao compreender nosso próprio funcionamento, é possível acessar os gatilhos que geram essa patologia. Quer saber como? Conheça o Lotus Inteligência Emocional — um treinamento de imersão que vai te proporcionar um mergulho profundo nas suas emoções, mudando completamente a maneira como você se relaciona consigo mesmo e com os outros.

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