Entenda o que é monofobia e quais são seus principais sintomas

Publicado em: 13/06/2017 Por: Equipe SBie

© Depositphotos.com / fedemarsicano A monofobia pode ser desenvolvida por pessoas que possuem um ambiente familiar marcado por muita inquietação, estresse e preocupação.

A monofobia é uma desordem emocional caracterizada pelo medo intenso de ficar sozinho, incomunicável e ir para lugares em que o indivíduo não possui familiaridade. Trata-se de um transtorno de ansiedade que tem como sintomas mais comuns a falta de ar, o aumento da frequência cardíaca, a sensação de medo intenso, dificuldade de raciocínio e ataques de pânico.

O que causa a monofobia?

As fobias e os transtornos de ansiedade costumam acometer pessoas que foram criadas em ambientes familiares marcados por muita inquietação, estresse e preocupação. Isso porque, com o tempo e a convivência, a tendência é que os indivíduos passem a repetir os mesmos padrões de seus pais. A Inteligência Emocional entende que a maioria dos medos se desenvolve ainda durante a gestação — quando os sentimentos, pensamentos e emoções dos pais são transferidos para o bebê. Nesse sentido, muitos dos medos manifestados na idade adulta podem ter sido gerados ainda no útero materna ou na primeira infância.

Principais sintomas da monofobia

  • Tontura ou vertigem;
  • Falta de ar e sensação de asfixia;
  • Taquicardia;
  • Sudorese:
  • Dor no peito;
  • Enjoo;
  • Tremores;
  • Incapacidade de separar o real do irreal;
  • Medo de morrer;
  • Medo intenso de lugares desconhecidos.

Qual a relação entre o medo e a ansiedade?

O medo é uma emoção necessária para a espécie humana, uma vez que tem a função de proteger o indivíduo e impulsionar tomadas de decisão em situações de perigo. Porém, quando o medo é desproporcional à realidade, ele pode provocar ansiedade extrema e levar ao desenvolvimento de fobias, ataques de pânico e até impedir a construção de uma rotina saudável.

A ansiedade está diretamente relacionada ao medo, uma vez que é caracterizada pela preocupação antecipada a respeito de algo que ainda não aconteceu. Até certo ponto, a ansiedade é benéfica para o indivíduo, pois permite que ele se prepare para eventualidades e trace planos para superar situações adversas que forem surgindo. É o caso, por exemplo, da ansiedade que vem antes de uma prova importante ou de uma entrevista de emprego: sem esse sentimento, a pessoa estaria totalmente vulnerável aos acontecimentos e ao desconhecido.

Quando a ansiedade surge repentinamente e em momentos que não representam risco real, entretanto, ela pode ser considerada patológica. Os distúrbios de ansiedade são os distúrbios psiquiátricos mais comuns da atualidade, e interferem diretamente nas atividades e na rotina do indivíduo que sofre com o problema, afetando seu bem-estar e qualidade de vida.

Como tratar uma fobia

A melhor forma de tratar uma fobia é alterando a relação emocional entre o indivíduo e a situação que provoca o medo intenso. Os processos terapêuticos que promovem reprocessamento emocional das situações relacionadas ao medo são os mais indicados. Em alguns casos, intervenções medicamentosas para equilibrar e ajustar as disfunções neurológicas se faz necessária.

Se você sofre com a monofobia ou qualquer outro transtorno relacionando à ansiedade, não deixe de conhecer o Método LOTUS — um treinamento de imersão que traz ferramentas para que você possa descobrir quais são os gatilhos e travas emocionais que causam essas fobias e paralisam sua vida.

 

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